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Riscos financeiros

Termo que cobre uma variedade de riscos em que se incorre nas operações financeiras, tanto riscos de liquidez quanto riscos associados às variações dos preços dos instrumentos financeiros.

Risco de Mercado

O processo de gerenciamento consiste em identificar, quantificar e dirimir o risco de exposições à direção dos movimentos dos ativos financeiros, tais como o preço das ações, as taxas de juro, as taxas de câmbio e os preços de commodities. Para esse fim, o Prosper utiliza-se de um conjunto de procedimentos que envolve técnicas (conceitos e modelos estatísticos), ferramentas (sistema desenvolvido para cálculo das métricas de risco) e pessoal qualificado.

A identificação dos riscos é realizada pela avaliação diária das posições da tesouraria, consideradas posições de curto prazo ou carteira de trading, e das chamadas posições estruturais, aquelas pertencentes à carteira permanente e indexadas às taxas de juros e câmbio. A medição dos riscos assenta no mapeamento dos gaps financeiros (sobretudo, os cambiais), gaps de maturidade e duração. Adicionalmente, o VaR – Value at Risk – é calculado sob hipóteses padronizadas e verificado para os grupos de ativos segregados da tesouraria e de maneira consolidada (VaR global da instituição).

A gestão de posições da tesouraria encontra-se delegada aos gerentes de mesa (renda fixa, câmbio e renda variável), responsáveis pelas decisões de investimento e escolha de ativos para alocação de recursos, mas subordina-se aos limites definidos pelo Comitê de Risco de Mercado, cuja principal atribuição é definir os limites operacionais e cuidar para que os mesmos sejam observados. Portanto, as posições de trading são geridas autonomamente pelos traders e mantidas dentro dos limites de exposição fixados e revistos periodicamente. O limite global de VaR é fixado e distribuído pelo Comitê de Risco, de acordo com suas diretrizes, pelos diversos books e pelos ativos envolvidos na atividade de trading. São definidos, adicionalmente, limites de stop-loss.

Risco de Liquidez

De acordo com a resolução 2.804 do Banco Central do Brasil, risco de liquidez é definido como a possível ocorrência de descasamentos entre o fluxo de recebimentos e pagamentos que possam afetar a solvência da instituição. Levando em consideração que os ativos sofrem restrição de liquidez, a identificação dos momentos nos quais a instituição poderá ter problemas desta natureza é fundamental para a antecipação de planos de contingência que têm como objetivo manter o bom funcionamento do negócio.

A política da Instituição, portanto, visa dirimir este risco, estabelecendo limites mínimos de caixa diários e monitorando diariamente os possíveis descasamentos, cobrindo um horizonte temporal de até 60 dias. Estes limites são previstos conservadoramente, utilizando parâmetros de desencaixe superiores a realidade. Além disso, os investimentos em tesouraria são concentrados em ativos de alta e média liquidez. Adicionalmente, são realizados testes de stress nos fluxos de caixa, possibilitando a visualização de cenários adversos no comportamento dos fluxos.

Além do monitoramento dos fluxos de caixa futuros e a realização de análises sobre a evolução do caixa, o gerenciamento do risco de liquidez comporta estudos sobre a liquidez dos ativos em carteira, tendo como principal objetivo acompanhar e mensurar a possibilidade de liquidação dos ativos sem afetar seus preços de mercado e, conseqüentemente, sem trazer prejuízos para o patrimônio da Instituição.

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